domingo, 12 de abril de 2009

Adendo MPF - Tutela Coletiva n. 1.34.011.000027/2009-86

De: 
  oliveira.marilda@terra.com.br   
 Enviado 

Para: 
  <prm_sbernardo@prsp.mpf.gov.br>
 Prioridade:  Alta 

Cc: 
  <presidencia@oab.org.br>

Assunto:  
 Re: Adendo de Representação
                                
São Bernardo do Campo, 12 de abril  de 2009

Procuradoria da República de São Bernardo do Campo
Rua Bafin, n° 02
Centro – São Bernardo do Campo - SP
e-mail – prm_sbernardo@prsp.mpf.gov.br

 PROCURADORIA DA REPÚBLICA DE S.B. DO CAMPO-SP

   

              Sr. Procurador da República Steven Shuniti Zwicker  

                      Tutela Coletiva n. 1.34.011.000027/2009-86  

   

Eu, Marilda  Oliveira, cidadã brasileira, residente em Rudge Ramos São Bernardo do Campo, tendo 
recorrido ao MPF desde novembro/2008 por tutela coletiva,  devido os transtornos causados com a 
minha família e comunidade em que resido, provocado pela Operadora Oi de Telefonia Celular, instalando a torre de micro-ondas contígua as  residências, sem respeitar qualquer metro de distância. Envio  esta, como adendo de Representação ao MPF - Procuradoria da República em SBC-SP.


Senhores Procuradores, documentos, fotos,  anexei  na representação anterior, relatando os fatos. 
Continuo estudando,  sobre tudo o que aconteceu com a  nossa Nação Brasileira, nos últimos  
anos, ficando o seu povo desprotegido de Justiça. Recorro aos Senhores, como tenho feito  
desde dezembro/2008, para argumentar, falar, desabafar, cobrar, exigir, pedir, para que os dirigentes 
desta Nação, façam valer os direitos transcritos na  Constituição de 1988, da Legislação Brasileira,  
me representando junto aos órgãos públicos a resolver este transtorno  no dia a dia da comunidade que 
reside no entorno, do monstro de alumínio que balança tendo em seu topo os micro-ondas instalados, à 
causar a depressão, angústia, impotência nos abaixo instalados. 
                      

Envio aos senhores objeto de ferro que caiu no meu quintal vindo da Torre de microondas o pessoal 
da manutenção insistiram em minha porta para que eu lhes devolvessem. Deixo com os senhores. 
Envio também, relato que estudei sobre o que está acontecendo com a atual CPI dos fraudadores desta 
operadora de celular,   inclusive,    aqueles de participaram na privatização da Brasil Telecom pela Oi.   
Aguardo dos Senhores retorno,  e medidas para solução dos problemas apontados, que poderão ser 
maiores no futuro trazendo perigo para o entorno.     

Com todo o meu respeito,  

São Bernardo do Campo, 12 de abril  de 2009  

Marilda Conceição de Oliveira  

oliveira.marilda@terra.com.br

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A contradição entre o corpo e o espírito

Povo Brasileiro

Senhores Parlamentares e Governantes da República do Brasil,

"Não só hoje, mas todos os dias devemos lembrar desses covardes assassinatos, cometidos pela
subversiva ditadura cívico-militar, que durante tantos anos torturou e assassinou tantos patriotas
empenhados apenas, em restaurar a democracia violada pela ditadura, que concentrou riquezas e
distribuiu misérias. Tem que acreditar na Pedagogia da Memória, não como vingança, mas, porque
só através do estudo do passado, poderemos entender o presente e preparar o futuro".
(DRAMATURGO - AUGUSTO BOAL)
No dia 02 de fevereiro de 2009 esta casa vai nomear novo presidente, para ocupar a liderança
no Senado; aproveito, para lembrá-los que a integridade e o passado honrado do candidado, é de
extrema importância para decidir os rumos da Nação Brasileira, trilhando o processo democrático
aonde o povo brasileiro sofrido, necessitado, ainda espera pela vida digna, que Getulio Vargas
pretendia oferecer para a cidadania em 1951, sendo impedido pela elite, e pelo regime militar;
suicidou-se, com um tiro no coração, deixando um bilhete para o povo brasileiro perdoá-lo, por não
ter cumprido o prometido;foi condenado, por ter autorizado Jango aumentar em 100% o salário mí-
nimo, instituiu a CLT(Consolidação das Leis Trabalhistas) que hoje 2009, a elite e políticos querem tirar.
A crise que levou o golpe de 1964, começou com a renúncia de Jânio em 1961, após sete meses
de governo. Devido a sua política que se mostrava de esquerda para os militares,empresários,
Aliança Liberal e Intelectuais, perdeu o apoio político que precisava para se manter no governo.
A sua política externa, foi um exemplo. Defendeu com vigor o direito de autodeterminação de Cuba
no momento exato em que os Estados Unidos precisavam de aliados - principalmente do Brasil -
para liquidar o regime cubano. Usou do discurso de independência,conquistando o respeito pela
soberania da sua política externa. Não ficou só nas palavras: reatou relações diplomáticas com os
países do leste europeu; mandou representantes às conferências de Cairo e Belgrado, defendendo
posições hostis aos Estados Unidos: e, talvez o mais importante, apoiou o ingresso da China Po-
pular na ONU . Com o presidente Frondizi, da Argentina, tentou formar uma frente para resistir à
ingerência dos Estados Unidos na política dos países sul americanos. Recusou as pressões de
enviados do governo norte americano (Adolf Berle e Moors Cabot) para "amenizar" sua política ex-
terna.Defendeu a liberação dos povos africanos, opondo-se à política imperialista de Portugal,
apoiada pelos Estados Unidos. Finalmente, condecorou o astronauta soviético Iúri Gagarin e, cul-
minando, fez o mesmo com Che Guevara, o símbolo da Revolução Cubana (Chiavenato,1997,p.10)
Seu vice João Goulart assumiu,também não era visto com bons olhos pelos mesmos que forçaram
Jânio Quadros à renúncia; suas reformas assustaram "as elites", para evitar uma guerra civil João
Goulart renunciou. Os militares usaram como álibi a "guerra fria" para justificar os golpes.
Após a tomada do golpe, todos os que discordavam era "inimigo interno" Quando presas estas
pessoas eram denominadas oficialmente de presos políticos. A violência atingiu a homens, mulhe-
res, muitas delas grávidas, e também crianças. O que diferenciava era a forma de tortura, pois
as mulheres sofriam estupros e eram submetidas a realizar as fantasias sexuais dos torturadores.
A tortura foi indiscriminadamente aplicada no Brasil, indiferente a idade, sexo ou situação moral,
física e psicológica em que se encontravam as pessoas suspeitas de atividades subversivas. Não
se tratava apenas de produzir, no corpo da vítima, uma dor que fizesse entrar em conflito com o
próprio espírito, e pronunciar o discurso que, ao favorecer o desempenho do sistema repressivo,
significasse sua sentença condenatória. Justificada pela urgência de se obter informações, a tortu-
ra visava imprimir à vítima a destruição moral, pela ruptura dos limites emocionais que se assenta-
vam, sobre relações efetivas de parentesco. Assim, crianças foram sacrificadas diante dos pais,
mulheres grávidas tiveram seus filhos abortados. (ARNS,1987,p.43).
Sob o Lema de "Segurança e Desenvolvimento",Médici dá início, em 30 de outubro de 1969, ao
governo que representará o período mais absoluto de repressão, violência, e supressão das liber-
dades civis de nossa história repúblicana. Desenvolveu-se um aparato de "órgãos de segurança",
com características de poder autônomo, que levará aos cárceres políticos, milhares de cidadãos,
transformando a tortura e o assassinato numa rotina (ARNS,1987,p.63)
Um destes órgãos era o Dops (Dep.Ordem Política e Social) que torturava e interrogava,outro órgão
foi criado fora da lei em 1969 a Oban (Operação Bandeirante),composta de várias autoridades do
governo, e que recebia verbas de grandes empresas. Alguns exemplos são: Ford,General Motors,
Ultragás,entre outras. Após sua legalização, se transformou em DOI-CODI (Departamento de Ope-
rações e Informações - (Centro de Operação e Defesa Interna).Fundado em janeiro de 1970, o DOI-
CODI, se transformou em uma máquina de repressão e tortura que não agiu somente no Brasil. De
acordo com Viena (1991,p.217) o DOI-CODI "se infiltrou também na Bolívia,no Chile, Uruguai e na
própria Argentina".Essa forma de repressão não começa somente no governo,tem suas raízes
mais profundas:
A origem dessa política, pode estar no encontro entre oficiais da FEB (Força Expedicionária Bra-
sileira) e dos Estados Unidos, na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Alí os brasileiros ex-
tasiaram-se diante da eficiência do Exército norte-americano, que os supriu e orientou. Depois da
guerra, os oficiais mais promissores receberam convites para frequentar escolas especiais nos
Estados Unidos, onde assimilaram "idéia modernas", mais condizentes com a realidade da Guer-
ra Fria (Chiavenato,1997,pg.106).
Nos anos 70, os brasileiros são levados a acreditar, que os inimigos se escondem no interior da
nação. É o "inimigo interno".
De abuso cometido pelos interrogatórios sobre o preso, a tortura no Brasil passou, com o Regi-
me Militar, à condição de "método científico", incluindo em currículos de formação de militares. O
ensino deste método de arrancar confissões e informações não era meramente teórico. Era prático
com pessoas realmente torturadas, servindo de cobais neste macabro aprendizado. Sabe-se que
um dos primeiros a introduzir tal pragmatismo no Brasil, foi o policial norte-americano Dan Mitrione
posteriormente transferido para Montevidéu, onde acabou sequestrado e morto. Quando instrutor
em Belo Horizonte, nos primeiros anos do Regime Militar, ele utilizou mendigos nas ruas, para
adestrar a Polícia local. Siviciados em sala de aula, aqueles pobres homens permitiam que os alu-
nos aprendessem as várias modalidades de criar no preso, a suprema contradição entre o corpo e
o hespírito, atingindo-lhes os pontos vulneráveis ( ARNS,1987, p.32).
Outro grave problema se refere às vítimas, que acabavam sendo mortas durante a tortura. Médicos
legistas, forneceram laudos falsos que ocultavam as marcas das torturas.Também justificavam as
mortes em tiroteios. Muitos legistas apresentavam os torturados como se estivessem gozando de
perfeita saúde. Muitos cadáveres foram sepultados anonimamente, e até hoje, familiares não
sabem o que aconteceu com os corpos das vítimas. O objetivo desta ocultação, era o de evitar
que os familiáres constatassem, as marcas das torturas praticadas.
Embora guardassem diferenças nas suas origens, análises e propostas, a maioria destas organi-
zações nasceu nos anos 60, em meio ao intenso debate político e ideológico, que envolveu o cam-
po da esquerda brasileira, e cujos temas centrais foram à atualidade da revolução socialista no
Brasil, e o papel da luta armada no processo revolucionário (HABERT,1994,p.33).
Estes grupos: PCBR, MR8 , VAR-Palmares, VRP, ALN composta de 5 a 6 mil homens, um
contingente insignificante, em relação à população brasileira, estimada em 100 milhões de habitan-
tes em 1970. (CHIAVENATO, 1997,p.117).
A querrilha foi vencida, foram condenados apenas cinco a sete anos de prisão, porque o governo
Médici, não queria alarmar a população. Até hoje, o silêncio sobre estas informações é mantido
pelo Exército. Os atos institucionais foram criados pelo governo, para dar caráter de lei e regra á
repressão e vionência. Com o AI-1,muitos perderam os seus direitos políticos. Em outubro de
1965, surge o AI-2 que deu poder ao executivo para fechar o Congresso quando julgasse necessá-
rio.Em fevereiro de 1966, o AI-3 restringiu ainda mais o direito ao voto popular e ampliou o poder
repressivo dos militares. E em 1968, o AI-5 surgiu para dar todo o poder que o presidente precisa-
va, para aumentar a repressão e tornar impossível qualquer oposição ao governo, pouco depois fe-
chou o congresso por tempo indeterminado.Em 20 anos de ditadura, modos diferentes de tortura:
Pau-de arara: O preso político era obrigado a sentar,abraçando os joelhos e com os pés e as
mãos amarradas. Um cano era introduzido sob os joelhos.Nesta posição, a vítima era pendurada
entre dois cavaletes, com cerca de 1,5 metro de altura, e muitas pessoas não conseguem supor-
tar o suplício e chegam até perder a vida.
Choque elétrico: O torturador usa um magneto de telefone, acionado por uma manivela que confor-
me a velocidade imprimida, fornece uma descarga elétrica de maior ou menor intensidade.Esta
corrente é transmitida ao corpo dos presos políticos pelos pólos positivo e negativo. O choque
elétrico é dado na cabeça, nos membros superiores e inferiores e também nos órgãos genitais
da vítima.
Telefone: O torturador, com as palmas das mãos em posição côncava aplica violento golpe, atin-
gindo ambos os ouvidos da vítima a um só tempo. O impácto é insuportável, em virtude da pressão
e sempre há o rompimento do tímpano, fazendo o torturado perder a audição.
"Afogamento na calda da verdade"; Consiste em afundar a cabeça da vítima em um tambor com
água, urina e fezes, e outros detritos repugnantes. A cabeça da vítima é mergulhada na "calda da
verdade" várias vezes. Depois o preso político é obrigado ficar sem tomar banho por vários dias e
o seu cheiro torna-se insuportável.
"Mamadeira de subversivo": Consiste em introduzir um gargalho de garrafa cheia de urina quente,
na boca aberta do preso, pendurado em um pau-de-arara. Com o uso de uma estopa os torturado-
res comprimem a boca do torturado, fazendo-o engolir o excremento.
Balé no pedregulho: A vítima é colocada, descansa e nua, em temperatura abaixo de zero,sob o
chuveiro gelado, tendo como piso pedriscos ponte agudos,que chegam a retalhar os pés da vítima.
Para amenizar as dores a tendência do preso é bailar sobre os pedriscos e os torturadores ainda
fazem uso da palmatória para ferir as partes mais sensíveis do corpo.
Afundamento com capuz: Consiste em afundar a cabeça da vítima, totalmente encapuzada, em
córregos de água podre ou tambor d'água poluida. O torturado,desesperadamente,tenta respirar e
o capuz molhado se introduz nas narinas, produzindo um mal-estar horrível,levando-o, ás vezes,
a perder o fôlego.
Massagem: O preso é algemado e encapuzado e o torturador faz uma violenta massagem nos
nervos mais sensíveis do corpo, deixando-o totalmente paralisado por alguns minutos. As dores
são horríveis, levando a vítima a um estado de desespero. (VIEIRA. 1991,p.247).
Um balanço ainda precário registra a prisão de 50 mil pessoas. Pelo menos 20 mil sofreram tor-
turas. Além dos 320 militantes da esquerda mortos "desaparecidos".No fim do governo Geisel
existiam cerca de 10 mil exilados. As cassações atingiram 4.682 cidadãos. Foram expulsos das
faculdades 243 estudantes ( Chiavenato, 1997, p.131).
No ano de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é assinada por 51 países em
Assembléia Geral. Este é o documento básico das nações unidas, no qual 192 países são parti-
cipantes atualmente, entre estes o Brasil.
A Declaração enumera os direitos de todos os seres humanos como a liberdade de palavra e de
crença, a justiça e a paz no mundo.Os países aderentes, em especial o Brasil, assinaram que a
partir daquela data se comprometeriam em observar e cumprir os trinta artigos, que visam expor
os direitos de todos os seres humanos no quesito liberdade e dignidade.
No artigo XIX é dito que "Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este
direito inclui a liberdade de sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir in-
formações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras", Isto quer dizer que
todo ser humano tem direito e liberdade para expressar sua opinião política, inclusive sobre deter-
minadas formas de governo, como a presente no BRASIL de 1964 a 1984.
A ditadura militar agia violentamente contra qualquer pessoa . No processo de tortura, foram come-
tidos muitos assassinatos e humilhações. Os Atos praticados pelo governo, também se estende-
ram a amigos e familiáres, que até hoje não sabem o paradeiro dos mortos,em tortura e querrilhas.
Situação esta, que caminha para o fato de indagar que, se hoje após todos estes anos de luta!. da
"ONU?" e com a realidade atual, estas famílias estão recebendo respaldo do governo, no que diz
respeito ao cumprimento destes direitos humanos. É preciso considerar que se trata de um direi-
to para estas famílias ter acesso a informação sobre o que realmente aconteceu naquela época.
Quando muitos desapareceram após terem sido capturados pelos militares, deixando seus fami-
liares sem saber o paradeiro o qual tomaram.
Os perseguidores e presos políticos, não tinham a quem recorrer judicialmente, já que a violência
era imposta pelo próprio Governo brasileiro. Uma violência oficial, por um sistema baseado no
autoritarismo, que não tinha limites nas suas ações. O que lhes importava, era manter o sistema
vigente. Independente da atitude a qual devessem tomar, usaram de muitos meios e artifícios
truculentos, que tratavam a população sem o mínimo respeito aos direitos humanos. "Os homens
que compuseram esse aparato repressivo, aproveitaram-se da impunidade para torturar,matar e
roubar. Vários presos políticos tiveram suas casas saqueadas, seus carros roubados e incorpo-
rados à frota do Dops" ( CHIAVENATO,1997, p.105)
à Declaração dos Direitos Humanos diz, em seu Artigo V que "ninguém será submetido à tortura
nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante". A tortura é um dos crimes mais
cruéis que se pode praticar contra a humanidade. No entanto, no regime militar golpista, a tortura
foi um dos meios que serviu para o governo alcançar os seus interesses políticos. Durante a tor-
tura, as vítimas atingiam um nível de dor e sofrimento, que acabavam admitindo atos e crimes que
não cometeram. Muitas das vítimas foram obrigadas a assinar falsas confissões, e foram à im-
prensa se declarar culpadas e arrependidas. Estas vítimas levantaram determinadas concepções
sobre a esquerda revolucionária, que levaram a população a interpretá-las como monstros que que-
rian destruir a liberdade de todos. Passando assim a identificar no governo, o defensor de suas vi-
das, e no limite até acreditar na retórica de que era defensor dos direitos humanos. Este foi o ní-
vel que a violência militar atingiu: muitos presos, exilados, mortos e desaparecidos. Neste período
o país membro das Nações Unidas, praticou ações crueis e desumanas que atentavam contra os
direitos definitivos na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Conforme o Artigo IX que diz:
"Ninguém será arbitrariamente preso, detido, ou exilado". Estes direitos têm que ser transforma-
dos em prática, e não permanecerem somente na teoria. O que na época, da época da ditadura
não foi seguido.
Cobro dos Senhores Parlamentares, uma resposta para este crime que está impune até nossos
dias.
É preciso expor ao povo brasileiro a história do Brasi l! Abertura dos arquivos militáres ! Abertura
dos arquivos da ditadura para que a sociedade conheça, tudo o que passou em toda sua inteireza.
Não é só uma questão de justiça, é um presuposto, para que a sociedade brasileira torne-se
verdadeiramente democrática.
Ainda esperamos do Governo Lula, uma atitude firme e digna, para abrir caminho não apenas ao
direito individual, à justiça (garantia constitucional) mas, também ao direito da sociedade brasileira
de escrever a história da ditadura,( que FHC arquivou como secreto por 50 anos e Lula endossou).
Se uma Audiência Pública e a defesa da punição de militares torturadores são capazes de abrir
uma crise institucional, é porque estamos à beira do caos.
Eu, cidadã brasileira,
Marilda...Oliveira
São Bernardo do Campo,19 de janeiro de 2009

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cade - infrações contra ordem econômica

São Bernardo do Campo, 05 de dezembro de 2008

EXCELENTÍSSIMOS SENHORES: CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE

Sr. Arthur Badin - Presidente do Conselho Administrativo
Sr.Olavo Zago Chinaglia - Conselho Administrativo de Defesa
Sra. Ana Paula Martinez - Diretora do Departamento de Defesa da Concorrência

O CADE é uma autarquia, e dispõe sobre a prevenção e a repreenção às infrações contra ordem econômica, defesa dos consumidores e repressão ao abuso do poder econômico. Obs: A coletividade é a titular dos bens Jurídicos protegidos por esta Lei, (8.884) sem prejuízo de convenções e tratados de que seja signatário o Brasil, às práticas cometidas no todo ou em parte no território nacional ou que nele produzam ou possam produzir efeitos." 06 conselheiros nomeados pelo Presidente da República depois de aprovado pelo Senado Federal".

Senhores, sou cidadã brasileira, ..., devido motivos que tomo a liberdade de anexar  à este e-mail fui obrigada ler para entender um pouco o que está acontecendo ao nosso querido BRASIL!. Lendo soube que a Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomucações "função contábil"), exigiu uma devolução de R$3,258 milhões referente aos gastos de recursos empenhados em 2006 junto ao CPqD (Centro de Pesquiza e Desenvolvimento em Telecomunicações)

A Funttel empenhou cerca de 60 milhões ao CPqD que chegou a receber R$24,8 milhões. Lendo, em jan/2008 o governo Federal prometeu emprestar R$30.milhões ao CPqD que escolheria qual empresa nacional tomaria os recursos para produzir equipamentos para internet sem fio tipo WIMAX ou PG3, controlado pelo BNDE assim disse o ministro das comunicações.

A Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) DOU 07/66,P.7580 taxa de fiscalização inclusive sobre os equipamentos emissores de radiofreguência; parte desta taxa é destinada à agência da Anatel que é a responsável nor termos do artigo primeiro da lei 9472/97, a LGT, pela organização,exploração e fiscalização da utilização do espectro de radiofrequências e a inclusão das concessionárias, autorizadas e permissionárias de uso de radiofrequência dentre os sujeitos passivos das taxas de fiscalização, de instalação e de funcionamento, se justifica em decorrência de sua sujeição ao poder de polícia exercido pela Anatel, para a qual se destina os recursos arrecadados.

Os planos de Gestão devem ser revistos. A Operadora Oi de telefonia antes mesmo de conseguir a incorporação da Brasil Telecon através da mudança do plano de outorga (PGO) já estava atropelando o povo brasileiro com propaganda enganosa, guindaste etc, existe muito negativismo em toda esta questão para dar certo.

Utilizar o FAT, Banco do Brasil,"N/Caixa", BNDE neste momento de crise econômica mundial seria um desrespeito ao povo brasileiro. Tenho certeza que os Senhores competentes como são,  saibam analisar com critérios a liberação dos recursos para tal feito. O povo brasileiro está solitário esperando notícias positivas, para o engrandecimento saudável do nosso querido Brasil.
Aguardo retorno  e providências. Sou cidadã brasileira,
Marilda Oliveira

domingo, 30 de novembro de 2008

Aonde Fica a atuação da Anatel?

EXCELENTÍSSIMOS SENHORES PROMOTORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL-DF

São Bernardo do Campo, 30 de novembro de 2008

Eu, Marilda  Oliveira, cidadã brasileira, c...... venho por meio desta com este pedido de representação no Ministério Público Federal -DF orientada pela constituição do ano de 1988, por sentir-me desrespeitada pela operadora Oi de telefonia Celular ao instalar antena de microondas contígua à minha residência, para que se promova a cessação do funcionamento desta antena, a abertura de Ação Cível Pública devido motivos que relato nas linhas abaixo:

01) 16/09/2008 obra iniciada limparam o terreno,levantaram muros altos cercaram a frente o que me chamou atenção foi a perfuração no solo barulho estúpido com água e óleo puro por dias seguindo para o esgoto; não vi placa de engenheiro responsável perguntei na obra o operário disse já ter perfurado 14 metros no sub-solo pararam quando encontraram gaz , não sabia o nome do engenheiro responsável pela obra, e ali seria instalada antena para celular da operadora Oi .
02) 24/10/08 solicitei à prefeitura do município verificar;conforme protocolo número 12008013957-6.
03) 29/10/08 Como não vimos ação da prefeitura enviei fax para o Governador do Est.S.Paulo pedindo ajuda.
04) 30/10/08 Como a obra da antena continuava liguei para a Anatel em Brasilia, reclamando que a Operadora Oi estava instalando à torre de microondas à um metro de distância de nossas residências mandaram que eu reclamasse com a prefeitura do município. À prefeitura por telefone disse que naquele dia estava expedindo solicitação de verificação "fiscalização"
05) 04/11/08 protocolei na câmara de vereadores do município, abaixo assinado dos moradores de Rudge Ramos, solicitando providências a proibição da emissão de Alvarás para instalação das antenas de  microondas, próximas à residências,hospitais,creches, escolas. 04/11/08 às 18:30h chegaram 06 caminhões concreto cortesia congestionando à rua;naquele horário não havia expediente em obras chamamos à polícia militar tentando impedir "não temos o poder" já eram 20:45 h foi feito BO assinado por um funcionário da obra, reclamando do barulho!.
06) 05/11/08 comunicamos à prefeitura "sem ação",a obra continuou e os empregados diziam que não paravam porque o dono da Oi era homem de poder.O terreno foi alugado por R$5.000,00 por mês pela Operadora Oi, o dono do terreno (Rua Gabriel Nicolau,345 Rudge Ramos-SBC-São Paulo) gritava dizendo aos vizinhos: "estão com inveja porque estou com o dinheiro no bolso".
07) 07/11/08 procurei a Promotoria Cível do município , a Promotora disse que somente poderia
solicitar à prefeitura informações sobre o embargo; outras, seria melhor eu procurar o MPF/DF
08) 08/11/08 recebi via correio comunicação da prefeitura dizendo que a obra foi notificada , embargada e multada em R$10.000,00 pela fiscalização mas, na obra já tinha carretas com os tubos de alumínio para descarregar.Com a notificação do embargo na mão,liguei para guarda metropolitana nada, polícia militar, obras (sábado) ninguém podia fazer nada aquele papel na minha mão de nada valia; tentamos evitar o descarregamento dos tubos, não conseguimos; Os empregados da obra interditaram à rua atravessaram suas carretas e descarregaram os tubos..
09) 09/11/08 "domingo" acordamos 06 h;da manhã com aquele enorme guindaste levantando os tubos para encaixe: foram 10 tubos de mais ou menos 08 metros cada, encaixados um nos outros por último o tubo com às gaiolas acopladas, que seriam anexados os microondas ,ganhando mais ou menos 70 metros de altura queríamos impedir, ligamos para a defesa civil disseram ser problema da prefeitura."total sensação de impotência".
10) 10/11/08 recebi e-mail da subsecretaria da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo pedindo para denunciar o fato à Anatel ! Já tinha ligado no dia (30).
11) 11/11/08 recebi e-mail da Anatel dizendo que somente asseguravam às características técnicas das estações para boa prestação do serviço, para a sociedade brasileira e a intensidade  das ondas eletromagnéticas emitidas ocorrência 1048802.200
12) 11/11/08 enviei para Prefeitura do Município de S.B.do Campo carta "registrada" solicitando por escrito as providências que o Depto.de Obras adotou para impedir o funcionamento da torre de microondas embargada, instalada em desrespeito ao Órgãos Públicos, "Sem resposta".
13) 12/11/08 chegaram na obra os rolos de cabos coaxial .
14) 14/11/08 formulei por carta "registrada"pedido às autoridades governamentais em Brasilia, que impedissem o funcionamento da torre porque não havia sido assinado a outorga (PGO) BrOi para compra da Brasil Telecom. A Oi  não tinha autorização para explorar o espectro.
15) 20/11/08 na obra instalaram os receptores, microondas, caixa de força, ligaram os fios deixando a antena pronta.
16) 29/11/08 Achei que pelo silencio na obra, alguém tinha impedido o funcionamento mas, um veículo com placa de Curitiba com dois técnicos instalaram mais dois microondas deixando cair ferramentas em nossos telhados ainda gritavam para sairmos de baixo para não cair em nossa cabeça.Vieram na minha residência pedir desculpa mas, foi para pegar a ferramenta que caiu no meu telhado não deixei eles entrarem; mas, soube o pior ! disseram que a antena estava ligada e funcionando.

Minhas vizinhas idosas, não abrem mais a janela ou saem de seus habitar para não se deparar com a torre de 70 metros em alumínio "captador de raios e trovões" quando venta forte balança, praticamente dentro de nossas residências. Não conseguiremos vender as casas porque com a antena instalada o imóvel sofreu desvalorização de 100%. Meu filho sofre de distúrbio bipolar entrou em depressão com a antena instalada tendo visual prejudicado da sua janela, Impacto, desgaste.

Hoje, 30/11/2008 escrevo aos Srs. Promotores do Ministério Público Federal DF anexando a este pedido de representação cópias das providências adotadas em luta solitária e total sentido de impotência pelo não respeito da operadora Oi a Legislação, ao código civil do ano de 2002 Art.1277, a ECO 92 "agenda 21" proteger o meio ambiente adotando o principio de precaução,preservando a saúde e bem estar da população.

Aonde Fica a atuação da Anatel?.

O Plano Geral de meta de Qualidade LGT deve ser aplicado pela Anatel em toda sua plenitude.  adotando medidas necessárias para o atendimento do interesse público e para o desenvolvimento das telecomunicações brasileiras, atuando com independência, imparcialidade, legalidade, impessoalidade e publicidade entre outras, compartilhamento de infra-estrutura na área de telecomunicações, inclusive torres de telefonia celular, necessidade de que a implantação e operação de qualquer estação, transitória de radiocomunicação seja precedida de autorização formal pela Agência, por envolver não apenas aspectos urbanísticos e ambientais(visuais), como também relativos aspectos técnicos de limite de exposição humana a campos eletromagnéticos; a existência de estações de radiocomunicação inclusive ERB's em operação sem a devida autorização e fiscalização da Anatel devem ser tiradas do ar." Sem protecionalismo"

O direito subjetivo da operadora Oi em promover a atividade de telefonia móvel não pode se sobrepor ao direito inerente a todos os indivíduos de ter sua saúde preservada e, por consequinte à propria vida resguardada. As normas Federais obrigam a observância das posturas estaduais bem como a constitucionalidade da Lei N.10.995/01 a preservação da saúde e a aplicação do princípio de precaução.

Além de todo este desrespeito a Legislação,a operadora Oi poderá adquirir Liminar na Justiça explorando o espectro pelo tempo que bem entender?

Mesmo a OMS tendo prorrogado de forma omissa e conivênte com as operadoras às normas mundiais de prevenção, tenho consultado Professores mestrados, experientes, em Física e Engenharia especialistas na área para concientização da prevenção dos microondas. Os estudos envio em anexo a este pedido de representação ao MPF-DF.

Professor Vitor Baranauskas - Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação,de Semicondutores Instrumentos e Fotônica, Universidade Estadual de Campinas- UNICAMP

Adilza Condessa Dode - Professora,engenheira eletricista PUC-MG,pós graduada em Engenharia de Segurança do Trabalho PUC-MG, mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídri cos pela UFMG.

Mônica Maria Diniz Leão - Professôra doutora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais, doutora pelo INSA -
Instituto de Ciências Aplicadas - Tulose - França.

Solicitodos Senhores Procuradores que me representem para que sejam apuradas as responsabilidades, e adotadas medidas cabíveis.

Com todo o meu respeito,

Marilda...Oliveira - cidadã brasileira,
marildaoliveiramcdo@gmail.com